O que é a modernidade? * Por Giorgio Leonel.

A modernidade é um período de tempo que se caracteriza pela realidade social, cultural e econômica vigente no mundo. Ao tratarmos da era moderna, fazemos referência à ordem política, à organização de nações, à forma econômica que essas adotaram e inúmeras outras características, como a interação entre os povos de determinados locais e a sua conexão com o mundo.

É comum escutarmos ou nos referirmos à nossa realidade como moderna. O termo já é tão naturalizado e está encrustado na nossa língua que passou a ter o mesmo contexto de contemporâneo — o que coexiste em um mesmo período de tempo, caracterizando uma determinada época.

A modernidade caracteriza-se por diversos estilos de vida que desvencilharam os homens de todos os tipos corriqueiros e tradicionais de ordem social, de uma maneira bastante intensa e peculiar, nunca vista anteriormente. A transformação acelerada da cena europeia, por exemplo, pode influenciar uma transformação em um dos rincões do continente africano em questão de minutos e, posteriormente, viralizar para todo o restante do planeta:

A realidade dinâmica, complexa e incerta, vivenciada pelos seres humanos neste momento, nos sugere uma reflexão a respeito dos valores demandados pela modernidade, entendida esta como “um conjunto de experiências vitais, compartilhado por homens e mulheres, de espaço e tempo, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida, registradas ao longo dos últimos quinhentos anos ou dos últimos segundos, sejam experiências sensoriais, presenciais ou remotas, cibernéticas ou de interação pessoal.

: Características da Modernidade:

O ritmo das mudanças que se dá de maneira muito mais acelerada do que acontecia nos modelos anteriores de sociedade. Anteriormente, as mudanças ocorridas em uma localidade ficavam ali restritas, como se estivessem em guetos, o que não ocorre na modernidade, na qual diferentes áreas do globo foram postas em interconexão, interagindo de modo intenso, como em uma aldeia global.

No atual contexto, as pessoas têm propensão a se deixar dominar pela imaginação das mídias eletrônicas e da enxurrada de informações que recebem a cada instante, quase com uma colonização do seu universo pelos mercados, sejam eles econômicos, político, cultural ou social. Tudo se vende! Tudo se compra. Como costumeiramente digo: Se há alguém vendendo algo, é porque certamente há quem esteja interessado em consumir!

Devido a essa influência, algumas pessoas se tornam reféns dos mecanismos de propagação do consumismo. Em algumas sociedades, as pessoas adotam a celebração do consumo como expressão pessoal. Ostentar virou quase que uma credencial para ser aceito em determinado grupo. Outro fator decorrente dessas interações econômicas é a polarização social devido aos distanciamentos acrescidos pelos rendimentos, ou seja, aquela interminável discussão entre ricos e pobres, ou entre afortunados e abastados.

Mas nem tudo é ruim em se tratando de modernidade. Há também um importante tópico decorrente desse processo, que é a pluralidade cultural.

A pluralidade está relacionada com a diversidade de coisas ou pessoas reunidas em um mesmo espaço físico. Pode significar também as inúmeras hipóteses disponíveis para resolver determinada situação (conhecida como pluralidade de alternativas). Já a pluralidade cultural está ligada à Multiculturalidade de uma nação, ou seja, quando se encontram reunidos em um mesmo espaço vários tipos de manifestações culturas e tradições diferentes. Por exemplo, se alguém tem uma determinada crença ou se prefere usar roupas fazendo alusão à moda antiga, ou se quer ser diferente das demais pessoas e se veste no estilo gótico, afro, roqueiro, nerd, etc. Tudo isso define pluralidade cultural, ou seja, culturas diferentes que se espalham país afora, onde todos possuem as suas predileções, interagindo com aqueles indivíduos que possuem os mesmos gostos e por aí vai.

Certo, mas o que devemos aprender com a modernidade?

O principal aprendizado que devemos tirar nesse atual modelo de sociedade em que vivemos é a tolerância e o respeito às diferenças. Todas as pessoas são aquilo que conseguem ser, logo não podemos colocar o crivo do julgamento para repreender quaisquer atitudes ou procedimentos. Concordar ou não com aquele comportamento ou pensamento é de foro íntimo e pessoal de cada um, mas o respeito ao próximo é o mais importante na atual conjuntura!

Respeito e tolerância são peças importantes para propagação de ideias visando um mundo melhor e mais justo. Pense nisso!

Giorgio Leonel

Giorgio Leonel é Engenheiro de Produção e Professor.

Idealizador do ideiando.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *