Como é dinâmico esse mundo! * Por Giorgio Leonel

Como é dinâmico esse mundo!

Quando pensamos em quanto a tecnologia está inserida em nossas vidas, chegamos até a sentir saudades do passado. Havia um tempo sem celulares, sem ipods, sem computadores, sem videogames. Uma época em que o trabalho era feito, as pessoas voltavam para casa, assistiam televisão e iam ler, conversar, enfim, viver.

Desde meados dos anos 1980, a tecnologia vem passando por transformações diversas. Mudanças benéficas para a melhoria de uma sociedade, mudando hábitos, atitudes, comportamentos e criando tendências, gerando alterações no comportamento e no estilo de vida de toda a sociedade.

Vimos a ascensão e queda dos disquetes. Usar o Floppy Disc de 51/2 polegadas, que armazenava algo em torno de 250Kb. Mesma época em que os computadores possuíam caracteres esverdeados, onde a grande mudança tecnológica era a entrada do Microsoft Windows 3.1, a gigantesca revolução, onde os desktops possuíam capacidade de armazenamento em disco rígido da ordem de 32 Gb, no máximo.

Quem nunca esquecerá aquele barulhinho irritante das conexões discadas, que possuíam velocidade estonteante de 56kbps?  Para baixar um arquivo de 3Mb de tamanho, por exemplo, demorávamos muito tempo, passando quase a madrugada inteira para conseguir baixar. Nossas “redes sociais eram as salas de IRC ou o Mirabilis ICQ

Hoje, vivemos uma época em que estar fora da tecnologia é estar fora do mundo. Todas as evoluções citadas anteriormente, agora cabem em um único smartphone. A capacidade de armazenamento e processamento de informações aumentou bastante, de tal modo que parte desse texto foi escrito em um editor de textos que está instalando no meu aparelho de telefone celular.

À medida que a tecnologia avança, mais as pessoas se distanciam. Este é um fato cruel e que muitos não se dão conta. No tempo em que as comunicações não tinham a facilidade atual, as pessoas procuravam umas às outras para trocar ideias pessoalmente ou, no máximo, usavam o telefone.

Cotidianamente e corriqueiramente, temos nos acostumado a observar em ambientes de lazer, casais, amigos e familiares sentados frente a frente e, cada um ‘fazendo’ o uso do aplicativo WhatsApp (que, em uma tradução livre, significa “qual é o problema? ”, “o que está acontecendo? ” Irônico, né?) no intuito de se comunicar virtualmente com outra pessoa.

Beleza! Então você se questiona: Mas, afinal, por que tais pessoas estão ali e juntas? Diria eu que, supostamente, a ideia seria conversar, ter uma convivência física real, papear, confabular. Daí vem outra pergunta: Essa troca de experiências acontecerá em que momento?  Simples resposta: Talvez façam isso online.

O fato de vivermos em dualidade, ou seja, termos uma vida real e outra vida atrelada ao uso de aplicativos e redes sociais já está começando a mostrar efeitos nocivos e alguns estão tentando combater essa “vida cibernética”. Existem relatos de que, em reuniões sociais, os anfitriões solicitam aos seus convidados que os seus aparelhos celulares, devidamente identificados, permaneçam fora do recinto onde as pessoas estão reunidas, pois somente assim é possível estabelecer-se um diálogo sem ser interrompido. Como não poderia deixar de ser, o resultado foi o melhor possível. As pessoas puderam realmente se dedicar apenas a exercitar a troca de ideias e de experiências, provando ser absolutamente possível as pessoas permanecerem algumas horas sem a conexão com o mundo digital.

Enfim, a tecnologia deixou de ser um simples diferencial no trabalho e na vida, transformou-se em obrigatoriedade. Sem tecnologia básica de um computador e internet, se comunicar hoje é quase impossível.

Não estou aqui posando contra a modernidade  tecnologia! Muito pelo contrário! Amo a modernidade tecnológica. Ela faz parte da minha vida e do meu trabalho. Reconheço e usufruo de todas as boas coisas que existem a partir de tais avanços. A dinâmica da evolução tecnológica é algo importante, benéfico e salutar para o avanço de toda uma sociedade.

Porém, a tecnologia pode e deve ser utilizada e repensada para o crescimento das pessoas e não para que as pessoas cresçam dependendo demasiadamente dela, como escravos ou zumbis. É preciso preservar o quanto possível o contato pessoal e a troca de informações. Enfim, ter interação.

Giorgio Leonel   Giorgio Leonel.

Nascido em Crato-CE e mora em Recife-PE. Engenheiro de Produção, Professor e Idealizador do site Ideiando.com

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