Inversão de Valores – * Por Laura Santos

Atualmente a sociedade vive uma grande inversão de valores, ou seja, uma transformação de não sabermos o que é certo ou errado, positivo ou negativo, moral ou imoral. As pessoas não mais reconhecem seus princípios, crenças e valores dentro de si. Impressão que se dá é que o mundo encontra-se de pernas para o ar, uma bipolaridade nunca vista até então.

Hoje nada mais é surpresa, pois com quebra de paradigmas e falta de discernimento tudo parece normal. Normal a política que vivemos, normal a falta de amor e credibilidade com o próximo, normal as mentiras, normal a desonestidade, enfim tudo parece dentro da normalidade. Incrível a aceitação de inversão de valores. Nada mais assusta, pois tudo se encontra de cabeça para baixo.

Não mais se fala em valorização. As pessoas perderam a noção da realidade e o que prevalece atualmente é a desvalorização. Como exemplo, menciono os relacionamentos sem amor, sem emoção, sem ousadia, sem dignidade, sem comprometimento. Os casais não mais se amam, não alimentam a chama da paixão, da compreensão, do respeito. A falta de comunicação clara, objetiva não mais existe.

Com isso percebemos que é necessária uma mudança imediata, um resgate ao passado dos valores e crenças para que possamos ter um futuro melhor. Ainda há tempo para esse resgate!!!

Somos todos culpados por essa crise de valores, vez que permitimos e contribuímos para isso. Precisamos ser o exemplo, fazer a diferença para então cobrarmos os valores a serem resgatados do próximo.

O que falta nas pessoas são a fé, o amor e a espiritualidade e utilizar todas essas ferramentas e transformar o mundo para ser melhor e mais significativo. Devemos ressignificar tudo o que está perdido e dar alma, ou seja, precisamos semear as sementes em terras firmes e com certeza germinarão positividade, energia e vitalidade. Basta compreendermos o verdadeiro significado e cultivarmos atos firmes e concretos. E com a ação positiva de cada pessoa com certeza chegaremos num patamar mais justo e evolutivo. Só assim poderemos modificar essa inversão de valores tão presente na vida das pessoas hoje em dia.

Fonte: Texto publicado em 08/05/2013 no site www.turmadoepa.com.br

LAURA SANTOS é advogada e administradora, pós-graduada em Criminologia, direito do Estado e civil e processo civil, membro da Comissão do Direito do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Cuiabá – Mato Grosso e docente na Faculdade Anhanguera de Cuiabá-MT.

Um comentário sobre “Inversão de Valores – * Por Laura Santos

  1. Infelizmente vivemos tempos estranhos e não se tem certeza de que se reverterá esse desamor insano.
    RESGATE DA FAMÍLIA: alternativas para enfrentar sua dissolução, a violência e as drogas

    Sobre o relativismo moral da Europa, diz Jonathan Sacks em sua entrevista em páginas amarelas de VEJA (15/01/14):
    “É o abandono de um código compartilhado de valores, que é o que liga uma pessoa a outra. Em uma sociedade moralmente relativista,
    Em uma sociedade moralmente relativista, portanto, os relacionamentos não se sustentam: as pessoas não se casam, ou, se g[chegam a se casar, a união não dura. Elas não têm um relacionamento sólido com os filhos… A sociedade, aos poucos, começa a se dissolver, e o primeiro sinal disso é a dissolução da família. Na Inglaterra, hoje, 50% das crianças nascem fora do casamento. Muitas estão em situação de desvantagem. As crianças pagam o preço da nossa perda de um sentido de lealdade e responsabilidade.”

    Não existe a palavra “tragédia” no hebraico antigo. No judaísmo, porém, dizemos que arrependimento, oração e caridade revogam qualquer decreto.

    Mãe vai poder indicar nome de pai do filho em cartório
    Projeto permite que mãe registre o filho sozinha e indique pai
    Chico de Gois, (O Globo 16/10/13)A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, em caráter terminativo, projeto de lei de autoria do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) que dá às mulheres o direito de registrar seus filhos no cartório, mesmo sem a presença do pai. O texto diz que as mulheres passam a ter igualdade de condições em relação ao registro de nascimento feito nos cartórios. Hoje, o registro é feito pelo homem e, na sua ausência, pela mulher, mas, neste caso, não pode ser emitida certidão indicando a paternidade.
    Se não houver recurso para votação em plenário, a proposta seguirá para sanção da presidente Dilma Rousseff. Pelo texto aprovado no Senado, a mulher mesma pode indicar o nome do pai da criança, e o cartório é obrigado a incluir na certidão de nascimento. Atualmente, a mulher pode apenas indicar o nome do pai. A partir da indicação, o caso é remetido ao Ministério Público, que instaura processo em Vara de Família.
    Senado aprova projeto que dá às mães o direito de fazer o registro dos filhos e indicar quem é o pai
    Pelo texto em vigor, apenas o pai pode comparecer aos cartórios para fazer as certidões, o que facilita a vida daqueles que não querem registrar os filhos
    BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, em caráter terminativo, projeto de lei de autoria do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) que dá às mulheres o direito de registrar seus filhos no cartório, mesmo sem a presença do pai. O texto diz que as mulheres passam a ter igualdade de condições em relação ao registro de nascimento feito nos cartórios. Hoje, o registro é feito pelo homem e, na sua ausência, pela mulher, mas, neste caso, não pode ser emitida certidão indicando a paternidade. Se não houver recurso para votação em plenário, a proposta seguirá para sanção da presidente Dilma Rousseff.
    Pelo texto aprovado no Senado, a mulher mesma pode indicar o nome do pai da criança, e o cartório é obrigado a incluir na certidão de nascimento. Atualmente, a mulher pode apenas indicar o nome do pai. A partir da indicação, o caso é remetido ao Ministério Público, que instaura processo em Vara de Família.
    O projeto alterou a lei 6.051, de 1973, que determinava que cabia ao pai fazer esse procedimento. À mãe, segundo a lei, cabia um caráter suplementar, condicionado à ausência ou ao impedimento do pai.
    — A legislação atual é tranquila porque a maternidade é certa, mas a paternidade, não. Esse projeto me parece meio absurdo. Inverte o ônus da prova. Ou seja, primeiro registra a criança em nome do pai e é o suposto pai que vai ter que recorrer à Justiça para provar que o filho não é seu — comentou o advogado especialista em processos de família Maurício Lindoso.
    O advogado lembra que uma certidão de nascimento já é documento suficiente para se abrir um processo reivindicando pensão alimentícia para a criança. E caso mais tarde se comprove que o filho não é legítimo, o falso pai que teve seu nome inscrito na certidão não poderá mais reaver o dinheiro porque a jurisprudência hoje estabelece que recursos destinados a pensão alimentícias não podem ser ressarcidos.
    Para o advogado de Família Bruno Martins, “a mudança pode trazer problemas para o Direito de Família. “Agora, a mãe irá ao cartório e indicará um pai, e isso será tido como verdade. Mas se ele não for o pai, o transtorno será grande. Vai gerar muitos processos sem necessidade na Vara da Família” A Tribuna, Vitória/ES 18/10/13.
    Quantos lares serão destruídos por uma mulher irresponsável!!!

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